Oscar 2017: os recordes como um passo para a Diversidade

Quem acompanha, anualmente, a premiação do Oscar deve-se lembrar de que, no ano passado, ocorreu uma grande revolta por parte de famosos e do público devido às indicações.

No ano de 2016, somente atores, atrizes e diretores brancos foram indicados nestas categorias, o que foi suficiente para mostrar a falta de diversidade fora e dentro das telas. Com isso, muitas pessoas do mercado audiovisual americano, assim como os fãs, utilizaram a hashtag #OscarSoWhite, como forma de protesto, além de que alguns famosos se recusaram a comparecer na premiação.

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Esses foram os artistas indicados nas categorias de Melhor Ator e Atriz e Melhor Ator e Atriz Coadjuvante em 2016.

Apesar das divergentes opiniões sobre o assunto, eu acredito que esse movimento foi de extrema importância para questionar a supremacia branca no maior prêmio cinematográfico de Hollywood.

Por meio dessa polêmica, a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas*Cheryl Boone Isaacs, primeira mulher negra a assumir o cargo, disse, ainda no ano de 2016, que “o conselho iria se comprometer a duplicar o número de mulheres e membros diversos da Academia até 2020”. Desde então, eles começaram a convidar novos membros, como por exemplo, a diretora brasileira Anna Muylaert.

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Cheryl Boone Isaacs, primeira mulher negra presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Com isso em mente, aproveitando que a lista dos indicados foi divulgada nessa semana, no dia 24/01, farei uma breve análise sobre os recordes deste ano, mas também mostrarei que ainda falta muito para alcançarmos a igualdade e diversidade necessária neste meio.

1) Pontos Positivos:

Em primeiro lugar, vamos falar da Diva Viola Davis, que teve sua terceira nomeação, como Melhor Atriz Coadjuvante, pelo filme Cercas (2016). A atriz já havia concorrido por Dúvida (2008) e Histórias Cruzadas (2011) e, assim, se tornou a primeira atriz negra a receber três indicações ao Oscar.

Além disso, é a primeira vez na história em que três atrizes negras concorrem na mesma categoria (Melhor Atriz Coadjuvante) no Oscar do mesmo ano. As indicadas são: Viola Davis (Cercas), Naomie Harris (Moonlight: Sobre a Luz do Luar) e Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo).

Em segundo, vem a indicação da maravilhosa Meryl Streep, que quebrou o seu próprio recorde, recebendo sua vigésima nomeação. Ela concorre como Melhor Atriz pelo filme Florence Foster Jenkins (2016) e, de quebra, fez um discurso lindo ao receber o prêmio Cecil B. DeMille* no Globo de Ouro 2017.

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Você é maravilhosa, Meryl!
Em terceiro lugar e, uma das mais lindas nomeações, foi a da montadora americana, Joi McMillon, na categoria de Melhor Edição, pelo filme Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016), conquistando o posto de primeira mulher negra a concorrer como Melhor Editora. No site do mulhernocinema.com é possível saber um pouco mais sobre a carreira de Joi, no texto “Joi McMillon é a primeira mulher negra indicada ao Oscar de edição” e, como esta, mesmo com todas as dificuldades, conquistou seu espaço na sétima arte.

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Joi McMillon e Nat Sanders, também Editor do Filme.
Em quarto, temos a indicação de Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan, por Melhor Edição de Som, sendo o primeiro time indicado nesta categoria, composto só por mulheres. Elas concorrem pelo musical La La Land (2016).

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Cartaz do filme.
Ademais, ainda temos o recorde do ator Denzel Washington, que foi nomeado pela sétima vez, pelo filme Cercas (2016), também quebrando o seu próprio recorde de nomeações para um ator negro. Assim, contando todas os indicados na categoria de ator e atriz, protagonista e coadjuvante, essa é a primeira vez na história em que seis atores negros concorrem nestas categorias, no mesmo ano. Junto de Denzel, temos as atrizes, já citadas, Viola, Octavia e Naomie, além de Ruth Negga por Melhor Atriz (Loving) e Mahershala Ali por Melhor Ator Coadjuvante (Moonlight: Sobre a Luz do Luar).

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Ostavia Spencer, Ava Duvernay, Viola Davis, Naomie Harris, Ruth Neggas (Imagem retirada do Google Imagens).

2) Pontos Negativos:

Após mencionar esses recordes maravilhosos, está na hora de falarmos dos equívocos. Mesmo com esse pequeno passo a diversidade, não podemos deixar de notar que NENHUMA mulher foi nomeada como Melhor Diretora, sendo que já estamos na 89ª edição do Oscar e, no total, apenas quatro mulheres foram nomeadas nesta categoria ao longo de oitenta e nove anos, sendo Kathryn Bigelow a única vencedora, pelo filme Guerra ao Terror (2008).

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Kathryn Bigelow no Oscar 2010.
Além disso, entre os nomeados de melhor roteiro original e adaptado, apenas Allison Schroeder encabeça o time das mulheres, com o longa-metragem Estrelas Além do Tempo (2016). Se continuarmos, as únicas áreas em que mulheres costumam ser nomeadas são: Melhor Produção, Direção de Arte, Figurino e Maquiagem. No entanto, nas categorias  dos prêmios mais badalados, quase não existem mulheres concorrendo e, infelizmente, isso só corrobora o fato de que são poucas as que conseguem visibilidade e oportunidade nesse mercado de trabalho.

Como questiona Mary McNamara no texto “Oscar não tão branco, mas ainda muito masculino” no site do Los Angeles Times: Is it time for #OscarsSoMale? (Estaria na hora de um #OscarMuitoMasculino?).

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Alisson Schroeder, co-roteirista de Estrelas Além do Tempo, única mulher nomeada na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.
Por fim, não posso deixar de mencionar a pior indicação deste ano. Casey Affleck, irmão de Ben Affleck, foi nomeado pelo filme Manchester a Beira Mar (2016), inclusive ganhou o Globo de Ouro 2017 por este trabalho, mesmo sendo acusado de assédio, por mais de uma mulher que trabalhou com ele no set de filmagem.

Por quê precisamos falar sobre isso?

Infelizmente, muitas pessoas reproduzem a ideia de que não devemos associar a carreira do ator com sua vida pessoal, mas, particularmente, eu acho isso um erro. No momento em que homens como Casey Affleck, Jonnhy Depp e Bernardo Bertolluci, por exemplo, são acusados de assédio, violência doméstica e estupro, respectivamente, e não são punidos, pelo contrário, são premiados e glorificados pelo talento e geniliadade, dá a entender que homens como eles estão acima da lei e podem fazer o que bem quiserem, com quem quiserem.

A atriz Constance Wu, que interpreta Jessica Huang na série Fresh Off the Boat, foi uma das famosas que mencionou o caso em público, dizendo “Eu fui aconselhada a não falar sobre isso em público para preservar minha carreira. Sendo assim, dane-se minha carreira, pois eu sou mulher e humana em primeiro lugar.”(Tradução Livre).

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Sim Constance, você está certíssima em falar do assunto em público.
Ela continua no Twitter “Homens que assediam sexualmente as mulheres para o OSCAR! Porque boas performances valem mais do que humanidade, do que a integridade humana!” e “Meninos! Resolvam seus problemas fora dos tribunais! É só ser um bom ator, isso é tudo que importa! Porque arte não é sobre humanidade, certo?”

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Tweets da atriz Constance Wu.
Essa fala é importante, ainda mais vindo de alguém com visibilidade, pois nos faz questionar o porquê nossa sociedade protege esses artistas, quando, na verdade, ela devia denunciar e puni-los por seus crimes. Inclusive, como o BuzzFeed americano mostrou no post “As pessoas estão agradecendo Constance Wu por falar em público contra a nomeação ao Oscar de Casey Affleck”muitas pessoas parabenizaram a atriz e a apoiaram na causa, mostrando que o público não vai mais aceitar que esses casos passem impunes.

Para uma melhor reflexão sobre o assunto, eu recomendo o texto da Rebeca Puig “POR QUE É TÃO FÁCIL PERDOAR O GÊNIO MASCULINO MESMO QUANDO ELE É UM CRIMINOSO CONDENADO?”, do site collantsemdecote.com.br, que fala muito bem sobre a razão pela qual não devemos velar os crimes destes homens: Eu sei que esse é um assunto polêmico, mas se a gente não discute esse tipo de assunto então continuamos para sempre nessa repetição de padrão. Chega de passar a mão na cabeça, chega de panos quentes e chega de tapinhas nas costas. Chega de escolher o lado do agressor.”

Sendo assim, apesar das conquistas no Oscar 2017, ainda são necessárias muitas mudanças para que a diversidade seja algo comum na maior indústria cinematográfica que existe. Enquanto isso, torcemos por Violas, Meryls, Kathryns e McMillons e aguardamos mais e mais representatividade, dentro e fora das telas.

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Cartaz do filme Estrelas Além do Tempo, obra que prova o quão importante é a diversidade e representatividade, já que aprendemos quem são “As mulheres que ninguém conhece, por trás da missão que todos conhecem”.
*Academia de Artes e Ciências Cinematográficas: nome oficial do Oscar, que é o mais importante e prestigiado prêmio do cinema mundial.

*Cecil B. DeMille: é um prêmio dado anualmente pela Hollywood Foreign Press Association, na cerimônia do Globo de Ouro, para todos aqueles com contribuições relevantes para o mundo do entretenimento.

BIBLIOGRAFIA:

CHO, Kassy. People Are Thanking Constance Wu For Speaking Out Against Casey Affleck’s Oscar Nomination. 2017. Disponível em: <https://www.buzzfeed.com/kassycho/people-are-thanking-constance-wu-for-speaking-out-against-ca?utm_term=.rkpRzPkDG#.yxB1DP0XE&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

DEARO, Guilherme. 10 recordes quebrados nas nomeações do Oscar 2017.2017.Disponível em: <http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/10-recordes-quebrados-nas-nomeacoes-do-oscar-2017/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

GENESTRETI, Guilerme. Academia do Oscar convida Anna Muylaert e outros brasileiros. 2016. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/06/1787051-academia-do-oscar-convida-anna-muylaert-e-outros-brasileiros.shtml&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

GLOBO,O. Oscar muda drasticamente suas regras para promover a diversidade. 2016.  Disponível em: <http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/oscar-muda-drasticamente-suas-regras-para-promover-diversidade-18525821&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

MCNAMARA, Mary. Oscars not so white, but still very male. 2017. Disponível em: <http://www.latimes.com/entertainment/la-et-oscar-nominations-2017-live-oscars-not-so-white-but-still-very-1485275087-htmlstory.html&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

PÉCORA, Luísa. Joi McMillon é a primeira mulher negra indicada ao Oscar de edição. 2017. Disponível em: <http://mulhernocinema.com/noticias/joi-mcmillon-e-a-primeira-mulher-negra-indicada-ao-oscar-de-edicao/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

PÉCORA, Luísa. Veja todas as mulheres indicadas ao Oscar 2017. 2017. Disponível em: <http://mulhernocinema.com/noticias/veja-todas-as-mulheres-indicadas-ao-oscar-2017/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

PUIG, Rebeca. POR QUE É TÃO FÁCIL PERDOAR O GÊNIO MASCULINO MESMO QUANDO ELE É UM CRIMINOSO CONDENADO?. 2016. Disponível em:<http://collantsemdecote.com.br/por-que-e-tao-facil-perdoar-o-genio-masculino-mesmo-quando-ele-e-um-pedofilo-condenado/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

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O machismo no mundo dos jogos

No final de 2016, a Nintendo lançou o jogo Super Mario Run para iOS e agora, em 2017, lançará a versão para o sistema operacional, Android.

Como toda criança e adolescente dos anos 90, obviamente, fiquei super empolgada e baixei o jogo, assim que lançou. No entanto, logo de cara me assustei com a narrativa da história, sobre a famosa donzela em perigo.

A princesa Peach convida Mário para comer bolo, que ela mesma cozinhou, em seu castelo, mas o vilão Bowser a sequestra e agora o herói tem que resgatá-la. Ano passado eu li alguns textos sobre o machismo dentro do mundo dos gamers e, a partir disso, comecei a questionar os jogos de vídeo game que passei minha infância jogando, ao lado do meu irmão e meu primo.

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É possível jogar com a princesa Peach, mas, para isso, você precisará vencer todos os 24 níveis do modo World Tour e derrotar Bowser.

Apesar de hoje em dia eu não jogar como antes e não estar atualizada no assunto, eu lembro que na graduação em Cinema & Audiovisual, na aula de roteiro, aprendi que existe a área de roteiro para games e, esse mercado, assim como a maioria no cinema, é dominado pelos homens.

Com isso em mente, lembrei dos famosos jogos da minha infância – Super Mário, Street Fighter, Tekken, GTA, 007, Mortal Kombat, Ragnarok, entre vários outros – e argumentei com uma amiga, que sempre que eu jogava MarioKart Double Dash (o jogo de corrida do Mário para Nitendo GameCube), ninguém escolhia as princesas Daisy e Peach, porque elas eram as piores. Na conversa, ela rebateu dizendo “mas já reparou que as personagens mulheres sempre são piores?”

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Imagem do jogo MarioKart Double Dash, com Peach e Daisy em destaque.

Quando ela me disse isso, lembrei não só das princesas, mas também da Chun Li, de Street Fighter e, que, toda vez que jogávamos com ela, a piada era sobre os “gritos irritantes” que ela dava ao perder a luta. Aliás, haviam poucas mulheres em jogos de luta e a Chun Li é considerada a primeira personagem feminina desse estilo de game.

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Vega vs Chun Li.

Outro fato memorável, foi quando eu joguei Ragnarok, um jogo online, e usava a conta do meu irmão, onde eu só podia escolher personagens masculinos e, ao longo do tempo, descobri que outras meninas também usavam personagens masculinos para não serem intimidadas e assediadas no jogo (era possível casar e até ter filhos em Ragnarok) e que assim elas podiam jogar em paz e serem respeitadas. Ainda me recordo que quando contei para alguns meninos da minha turma, que eu jogava Ragnarok, fui lembrada de que “esse jogo é de menino, não acredito que você saiba jogar”.

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Poster de Ragnarok Online.

E o que isso tem a ver com machismo?

Num universo onde a maioria dos criadores são homens, não é surpreendente ver os heróis representados como homens poderosos e as mulheres como princesas lindas e frágeis. Assim como falei no texto sobre séries televisas, é impossível a visão de mundo do roteirista não interferir em sua escrita e como vivemos num mundo machista, claro que as histórias, sejam cinematográficas, televisas ou de videogames, vão refletir isso.

Eu me questionei seriamente se os personagens femininos, quando não são protagonistas dos jogos, são realmente piores que os homens e se isso era proposital. Seria necessário uma tese de doutorado para abordar esse assunto, porém não acho que essa ideia seja absurda e acredito que tenha muita coisa velada.

É claro que temos jogos (e filmes) como Residente Evil e Tomb Raider, com mulheres fortes e poderosas, mas hipersexulizadas, nos lembrando que, até mesmo as histórias de videogames, protagonizadas por mulheres, foram criadas por homens.

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Gosto muito de Tomb Raider, mas não posso deixar de notar que ela é uma personagem hipersexualizada.

Na verdade, infelizmente, não são só os criadores que refletem essa visão de mundo, como também os jogadores. O caso mais recente que vi sobre machismo no mundo dos jogos, foi em Pokémon Sun e Pokémon Moon, para Nintendo 3ds. A evolução do Pokémon Popplio, Brionne e Primarina, respectivamente, assumiu uma forma mais feminina, e não faltou foi crítica por parte dos meninos, para essa mudança.

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Imagem retirada do site Kotaku.

No site Kotaku, a autora Patricia Hernandez, relata muito bem o ocorrido, dizendo que “Nas mídias sociais, as pessoas estão criticando o design do vestido de Brionne, junto com sua delicadeza, por dar ao Pokémon um ar muito feminino.”

Hernandez continua, mostrando a verdade nua e crua “Parecer feminino é infelizmente considerado uma coisa ruim para algumas pessoas. Afinal, a feminilidade tem estigma, incluindo a suposição de que ela incorpora fraqueza, monotonia ou submissão. Ao aparentar ser ‘feminino’, Brionne não tem a chance de ser considerado ‘legal’ ou ‘forte’ por algumas pessoas, e isso é uma merda.”

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Pokémon Primarina, considerado muito “feminino” pelo público masculino.

Será mesmo que o problema está na aparência feminina ou na visão que a feminilidade tem? Nossa sociedade ainda perpetua esse erro, de ensinar que meninas são frágeis e delicadas, enquanto homens são fortes e líderes nato. Isso é um problema muito sério e que deve ser combatido a todo o custo e a mídia exerce um papel muito grande nisso. Se mantermos essas histórias, de princesas em perigo, vamos sempre acobertar o machismo, dizendo que homens são superiores só por serem homens.

Outro texto importante que achei na internet, foi o do site pokemongobrasil, dizendo que uma pesquisa feita pelo SurveyMonkey mostra que a maioria dos jogadores dos EUA, de Pokémon Go (app para smartphone), são mulheres. Isso é interessante, pois quebra aquela famosa ideia de que só homem gosta e joga videogame.

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Gráfico por: Nick DeSantir/Forbes (imagem retirada do site pokemongobrasil)

Assim, está mais do que na hora de botarmos a boca no trombone e reclamarmos, como clientes e como mulheres, sobre essa hipersexualização e submissão das personagens femininas em jogos. Muitas mulheres gostam de jogar, inclusive querem ou já trabalham na área, e tudo o que exigem é uma boa representação. Igualdade de gênero é mais que necessário e a mídia deve aderir essa causa o quanto antes, para acabarmos de vez com essa visão machista na representação das mulheres.

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Sim Peach, também estamos cansadas do machismo. #machistasnãopassarão

BIBLIOGRAFIA

HERNANDEZ, Patricia. Starter Pokémon’s ‘Feminine’ Evolution Is Bothering Some Fans. 2016. Disponível em: <http://kotaku.com/starter-pokemons-feminine-evolution-is-bothering-some-f-1787416839&gt;. Acesso em: 04 de jan. 2017. 

SCHULZE, Thomas. Como liberar todos os personagens secretos de Super Mario Run. 2016. Disponível em: <http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2016/12/como-liberar-todos-os-personagens-secretos-de-super-mario-run.html&gt;. Acesso em: 04 de jan. 2017.

TADDEO, Tiago. As mulheres estão dominando o Pokémon GO. 2016. Disponível em: <http://www.pokemongobrasil.com/as-mulheres-estao-dominando-o-pokemon-go/&gt;. Acesso em: 04 de jan. 2017.