Oscar 2017: Melhor Atriz Coadjuvante

No último texto eu falei sobre a premiação do Oscar e a categoria de Melhor Atriz. Agora, o Projeto Nellie Bly irá falar sobre as Maravilhosas Mulheres que concorrem ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.

E são elas:

1) Viola Davis por Cercas

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Roteiro de August Wilson (baseado em sua peça teatral “Cercas”) e direção de Denzel Washington. 

Sinopse*: Como Rose Maxson, Viola Davis interpreta uma esposa e mãe dedicada que tenta defender e incentivar as ambições de seu filho do menosprezo de seu marido.

Vamos começar falando sobre o recorde dessa diva do cinema e da televisão, chamada Viola Davis. Com sua terceira nomeação ao Oscar, Viola é a primeira mulher negra a receber três indicações ao prêmio. Infelizmente, isso só ocorreu em 2017, mas, felizmente, pra mim, é o começo de muitos recordes maravilhosos que estão por vir.

Então, vamos a Vossa Majestade!

Apesar de não ter me apaixonado pelo roteiro, visto que o considerei machista e misógino, o que eu costumo chamar de filme de “homem para homem*“, não posso negar que Viola se destaca e nos arrepia com tamanha performance no papel de Rose.

O filme é baseado numa peça teatral de mesmo nome, sendo assim, algo que me incomodou no longa é que ele permaneceu com o estilo teatral e a história se passa, quase toda, dentro da casa de Rose e Troy Maxson (Denzel Washington). Além disso, o roteiro tem diálogos em excesso, no entanto, as falas de Rose são simplesmente incríveis. Amo e admiro muito o jeito de ela enfrentar seu marido em defesa do filho e como esta engoliu muitas mágoas em prol do amor.

A melhores sequências, na minha opinião, são as cenas em que ela se opõe ao marido e as que interage com o filho e o cunhado. Me emocionei muito com a história de vida de Rose, além de me doer por todas as tragédias que ela vive e, como de costume, me impressionei com o talento de Viola. É como se ela vestisse a máscara da personagem e enfrentasse todos os problemas desta, como se fosse dela própria.

Ademais, também não posso deixar de notar que o filme segue o ponto de vista de um homem negro nos EUA, na década de 1950, e isso é digno de aplausos, visto que estamos cansados de histórias pela visão de mundo de homens brancos. Mas, ainda é preciso pontuar o machismo em cima da personagem Rose e na falta de outros personagens femininos com destaque.

Assim, apesar de não entender o motivo de Viola Davis estar concorrendo como Atriz Coadjuvante, ao invés de Melhor Atriz – ela é a única mulher com história e, ao meu ver, também é protagonista – acredito que a atriz seja a favorita do ano e, caso ela ganhe, ficarei muito feliz e aguardarei seus próximos recordes e nomeações em futuros trabalhos.

2) Naomie Harris por Moonlight: Sob a Luz do Luar

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Roteiro e direção de Barry Jenkins.

Sinopse: Naomie Harris interpreta Paula, uma mulher cujo o vício nas drogas aliena e afasta seu filho pequeno, mesmo com ela tentando se reconciliar com a criança.

MELHOR FILME! MELHOR FILME! MELHOR FILME! Desculpe a empolgação, mas, já te falei que Moonlight é o MELHOR FILME de 2016?

Acho que deixei claro o meu longa-metragem favorito dos indicados na categoria de Melhor Filme, porém, vamos a Naomie.

É difícil falar dessa performance sem mencionar a transformação da personagem ao longo das três fases do filme. O roteiro foi divido na infância, adolescência e vida adulta de um menino negro nas vizinhanças de Miami e, sua mãe, Paula, vive numa montanha-russa de dias bons, ruins e péssimos.

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Naomie Harris como Paula.

Naomie interpreta uma mãe jovem e solteira, de um menino que sofre com o machismo e homofobia do lugar em que vive, além de ser viciada em drogas pesadas, que a deixam fora do ar o tempo todo. Em algumas cenas, vemos Paula sem o efeito das drogas, mas, na maior parte, ela se entrega ao vício e a personagem nos impressiona, com tamanha performance e veracidade em sua luta contra o vício e a tentativa frustrada de ser mãe.

Viola que não me escute, mas, nesse ano, minha torcida vai para Naomie porque ela está uma potência de atriz. Ao mesmo tempo em que temos “raiva” dela, a gente torce para que ela se livre de seus problemas e consiga equilibrar sua vida pessoal, trabalho e família. Esse projeto me surpreendeu de todas as formas, não sendo diferente com a narrativa desta personagem.

Assim, como o filme está muito bem representado, acredito que Naomie Harris será uma concorrente e tanto para Viola e, independente de qual das duas ganhar, estarei comemorando, feliz da vida.

3) Nicole Kidman por Lion: Uma jornada para casa

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Escrito por Luke Davies e dirigido por Garth Davis.

Sinopse: Como Sue Brierley, Nicole Kidman retrata uma mulher australiana que apóia os esforços de seu filho adotivo para localizar sua família biológica na Índia, de quem ele foi separado ainda quando criança.

Esse filme foi baseado numa história real e é absurdamente lindo! Eu esperava algo completamente diferente e levei um susto com esse amorzinho em forma de sétima arte.

Nicole Kidman está IGUAL a verdadeira Sue, inclusive ela também é australiana, então acho que foi uma excelente escolha para o papel. Além disso, acredito que esse personagem foge de tudo o que estamos acostumados a assistir com Nicole, então, sim, ela está surpreendente. É possível sentir o amor materno dela e, ainda, sua dor ao ver seus dois filhos adotivos sofrerem, por motivos distintos, enquanto ela não pode fazer muita coisa.

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No entanto, não entendi muito bem as nomeações deste projeto, pois, apesar de ter amado o filme e me emocionado com as atuações, eu senti que as indicações foram exageradas. Como Sue, Kidman realmente está impressionante, porém, ela mal aparece e, sinceramente, Priyanka Bose me surpreendeu muito mais ao interpretar Kamla.

Assim, não acredito que ela levará o prêmio e, por mais que eu admire os trabalhos de Nicole Kidman, ficarei um pouco decepcionada caso ela ganhe. No demais, todo mundo precisa ver Lion porque é uma história de vida linda, de amor, família e, talvez, para os “românticos” de plantão, também é sobre destino.

4) Octavia Spencer por Estrelas Além do Tempo

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Escrito por Allison Schroeder e Theodoro Melfi, que também é o diretor do filme.

Sinopse: Como Dorothy Vaughan, Octavia Spencer desempenha o papel da líder de uma equipe de mulheres afro-descendentes, conhecidas como “computadores humanos”, que contribuem para o sucesso da NASA no início dos anos 1960.

SEGUNDO MELHOR FILME! SEGUNDO MELHOR FILME! SIM, Estrelas Além do Tempo é um dos MELHORES FILMES de 2016, SEM DÚVIDAS!

O que é esse filme, essa história, esse TAPA na cara da sociedade? Como está escrito no cartaz “As mulheres que você não conhece, por trás da história que você conhece.” Como eu amei esse filme e precisamos falar do porquê, só em 2017, ouvimos falar sobre as mulheres negras da NASA, em breve farei uma resenha exclusiva do filme. Por hoje, falarei da linda, amada, do amorzinho dos amorzinhos, Octavia Spencer.

Para mim, Taraji P. Henson também deveria estar entre as nomeadas, mas, não entrarei em detalhes. Octavia como Dorothy está incrível e não teve um momento no filme, em que eu não tenha me emocionado e chorado, com tamanha história e performance.

Amei tudo, ainda mais o fato de que já estava mais do que na hora de roteiros assim serem produzidos. Que soco no estômago do machismo e racismo de nossa sociedade! Quando que iríamos ouvir falar dessas três mulheres incríveis na escola? Provavelmente nunca, ou não tão cedo. É por isso que eu amo o Cinema, pois ele também abre espaço pra histórias reais serem espalhadas mundo afora.

Já deixei claro que sou fã de filmes baseados em fatos reais, ainda mais quando vemos a foto da pessoa na vida real ao final do filme. Dorothy foi uma grande líder e, sinceramente, ela deu um banho de poder e inteligência em cima dos “machos” cientistas. Não consigo com essa mulher poderosa, é muito amor!

Assim, eu me surpreendi demais com o roteiro, com a direção, com a produção e, claro, com as atrizes desse longa-metragem. Com isso, fico na torcida por Octavia, que, mesmo não sendo minha preferida do ano, caso ganhe, me deixará muito contente e orgulhosa.

5) Michelle Williams por Manchester à Beira-Mar

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Roteiro e direção de Kenneth Lonergan.

Sinopse: Michelle Williams interpreta Randi Chandler, uma mulher que tenta reiniciar sua vida com uma nova família, enquanto também espera fazer as pazes com seu ex-marido em luto.

Filme polêmico, com ator acusado de assédio e que, honestamente, não é essa obra prima que a crítica está falando. No entanto, minha intenção é dar destaque para as mulheres e seus trabalhos e isso não será diferente com Michelle Williams.

Este é outro filme que eu considero de “homem para homem”, em que a violência e agressão parece ser resposta para tudo, mas, que tem personagens como Randi Chandler, que quebram essa “masculinidade” toda e nos trazem um lado mais humano e associável.

A história desta personagem é bastante pesada, pois ela sofre uma perda muito grande, devido um acidente e, agora, ela tem que seguir em frente e perdoar o ex-marido pelo ocorrido. Não é fácil lidar com a situação e a atriz passa muito bem essa dor da perda e a dificuldade em continuar sua vida, sendo, sem sombra de dúvidas, a melhor performance dessa produção. Posso dizer que, além de Michelle, o ator que interpreta o Patrick jovem (Lucas Hedges) também surpreende muito.

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“Michelle Williams está brilhante! Maravilhosa! Pode muito bem receber sua quarta nomeação ao Oscar.”

Eu sempre me emociono e me sensibilizo quando uma personagem passa por uma tragédia tão grande quanto esta, ainda mais por um descuido “bobo”. O roteiro intercala entre o passado e presente e, às vezes, fica difícil de acompanhar a linha narrativa, mas, quando entendemos tudo o que aconteceu, é possível se identificar melhor e ter empatia pela Randi e outros personagens.

Assim, acredito que a atriz não será a grande vencedora, mas admito que ela está incrível no papel e, caso ganhe, será uma boa surpresa. No entanto, no que diz respeito ao seu parceiro de cena, continuo achando que ele não devia ser nomeado, muito menos premiado e fico na torcida para que ele perca e pague por seus crimes. Caso tenha interesse em saber do que estou falando, leia o texto Oscar 2017:os recordes como uma passo para a Diversidade, pois explico o ocorrido na parte final.

BÔNUS DO DIA

Vamos ao bolão do Oscar 2017 na categoria Melhor Atriz Coadjuvante:

  1. Quem eu acho que vai ganhar: Viola Davis.
  2. Quem eu gostaria que ganhasse: Naomie Harris ou Viola Davis.

E vocês, quais são suas apostas?

*Sinopse: no caso, as sinopses descritas seguem a linha narrativa das personagens coadjuvantes.

*homem para homem: eu uso este termo para me referir aos filmes que representam masculinidade como violência e contam histórias com cunho machista e misógino.

BIBLIOGRAFIA:

IMDB. Cercas. 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt2671706/&gt;. Acesso em: 01 de fev. 2017.

IMDB. Estrelas Além do Tempo. 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt4846340/?ref_=fn_al_tt_1&gt;. Acesso em: 01 de fev. 2017.

IMDB. Lion: Uma jornada para casa. 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt3741834/?ref_=nv_sr_1&gt;. Acesso em: 01 de fev. 2017.

IMDB. Manchester à Beira-Mar. 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt4034228/?ref_=fn_al_tt_4&gt;. Acesso em: 01 de fev. 2017.

IMDB. Moonlight: Sob a Luz do Luar. 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt4975722/?ref_=nv_sr_1&gt;. Acesso em: 01 de fev. 2017.

THEOSCARS. Actress in a supporting role nominations 2017 Oscars. 2017. Disponível em: <http://oscar.go.com/news/nominations/best-supporting-actress-nominations-2017-oscars&gt;. Acesso em: 01 de fev. 2017.

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Oscar 2017: Melhor Atriz

A grande premiação do Oscar 2017 será no dia 26 de fevereiro e como neste ano ocorreram mudanças positivas, ainda que poucas, sobre as quais eu falo no texto Oscar 2017: os recordes como um passo para a Diversidade, eu decidi fazer uma análise do trabalho das Maravilhosas Mulheres que estão concorrendo ao prêmio.

Nesse primeiro texto falarei das performances das atrizes indicadas na categoria de Melhor Atriz.

1) Isabelle Huppert por Elle

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Escrito por David Birke e dirigido por Paul Verhoeven.

Sinopse*: Como Michèle, Isabelle Huppert interpreta uma CEO bem sucedida que se recusa a ir à polícia quando é estuprada em sua casa e decide encontrar o crimonoso por conta própria.

Esse filme me deixou um pouco dividida, pois, ao mesmo tempo em que achei a personagem principal incrível, me questionei bastante a respeito da trama. É difícil entender a relação que a protagonista tem com todos ao seu redor, mas, conseguimos entender seu jeito frio de ser.

Quando criança, Michèle sofreu um grande trauma, graças ao seu pai – quem ela repetidamente chama de monstro – e ficou conhecida como a “criança ensanguentada”.

A partir disso, entendemos o porquê da personagem não expressar qualquer tipo de emoção e, particularmente, achei que a atriz Isabelle Huppert fez isso majestosamente. É como se ela fosse um “robô” – ou alguém extremamente frígido- na maior parte do tempo, porém, nas poucas vezes em que expressa sentimentos, o público sente sua dor, especialmente na cena em que ela é violentada.

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“Não dá para inventar isso.”

Apesar de questionar um pouco o roteiro, pois muitas das cenas e diálogos não me agradaram, eu gostei de ela estar decidida a se vingar do homem que invadiu sua casa e abusou dela. Aliás, eu adorei o fato de que esta heroína não precisa e não aceita a ajuda de ninguém, até mesmo em casos extremos. Não que esta fosse a melhor opção, no entanto, é raro vermos um personagem feminino agir dessa maneira e isso chamou minha atenção. Também achei maravilhoso que ela é presidente de uma empresa de jogos de videogame, um mundo que, normalmente, é dominado pelo homens.

Assim, acredito que Isabelle fez uma excelente performance e é, sem dúvida, o melhor do filme. Além disso, acompanhamos sua história sem que os homens roubem a cena, algo que costuma acontecer quando o roteiro é escrito por um homem, mas, felizmente, não foi o caso. Acredito que ela é uma das mais cotadas a ganhar o prêmio, visto que ela já conquistou o Globo de Ouro 2017 pelo mesmo papel e seria uma ótima escolha da Academia.

2) Ruth Negga por Loving

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Filme escrito e dirigigo por Jeff Nichols.

Sinopse: Ruth Negga é Mildred, uma mulher afrodescendente, cujo amor por Richard, seu marido branco, acaba mudando leis que proibem casamentos interraciais nos Estados Unidos.

E O Oscar Vai Para…

Sim, admito que estou na torcida por Ruth Negga. A história do filme é baseada em fatos reais e, Mildred é uma protagonista extraordinária. Numa época em que o racismo era extremo e violento nos EUA, é lindo ver um casal como Mildred e Richard (Joel Edgerton) que usa o amor de um pelo outro como arma contra o preconceito cego da sociedade.

A personagem de Ruth é tímida, carismática e, apesar de ser frágil, se mostra mais poderosa e corajosa do que qualquer um que já conhecemos. É doloroso e sofrido assistir ao filme, no entanto, também é emocionante e cativante, pois o longa nos faz refletir até onde os preconceitos do nosso dia a dia pode nos levar e como estes são completamente massacrantes e desumanos.

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Mildred (Ruth Negga) e Richard (Joel Edgerton).

Me emocionei do começo ao fim com Mildred e achei a química dos atores maravilhosa. Adoro filmes que contam histórias verídicas, porque, normalmente, eles nos dão um show de ensinamentos e humanidade. Me arrepiei com todas as cenas da protagonista e, como esta, conseguiu ser firme com seus desejos e vontades, sem ceder ao ódio e preconceito dos outros.

Assim, ao meu ver, Ruth foi uma das maiores surpresas de 2016 e, com certeza, é minha favorita nessa disputa. Além de que, está mais do que na hora de uma atriz negra ganhar o Oscar de Melhor Atriz, já que nos últimos anos, somente mulheres brancas venceram. Tomara que 2017 faça jus a isso!

3) Emma Stone por La La Land

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Escrito e dirigido por Damien Chazelle.

Sinopse: Emma Stone interpreta Mia, uma aspirante a atriz que tenta equilibrar seu amor por um pianista de jazz com suas tentativas de encontrar seu próprio caminho para o sucesso.

Para quem acompanha a carreira da atriz deve ter se surpreendido bastante com a mudança e o desenvolvimento de seus personagens, esta que alavancou sua carreira como Olive em “A Mentira” (2010) e, agora, nos emociona do começo ao fim em La La Land.

Admito que o filme não me conquistou inicialmente e tampouco entendi o “medo” dos produtores em acharem que este filme não faria sucesso de bilheteria. No entanto, quando me deparei com a narrativa de uma sonhadora, assim como eu, buscando uma chance de mostrar seu talento, mudei de ideia e me apaixonei pela protagonista.

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Não é fácil!

Mia mora em Los Angeles e busca uma chance na carreira de atriz, mas, vive uma decepção atrás da outra. Senti todas as suas dores como se fossem minhas, tanto para conseguir uma chance na profissão, quanto para manter o amor de sua vida. Adorei o fato de que ela e suas amigas são próximas e se ajudam muito, pois, normalmente, Hollywood adora colocar mulheres como rivais, porém, fiquei triste que estas amizades pouco aparecem. Ainda achei o amor do casal sincero e real, inclusive com o desfecho que teve.

Mesmo sendo um musical que mantém o estilo clássico desse gênero, o roteiro consegue inovar e trazer uma protagonista encantadora e associável com qualquer pessoa que tem um grande sonho.

Assim, apesar de adorar os trabalhos da Emma e ter me encantado com o filme, questiono um pouco essa nomeação, mas, não ficarei decepcionada caso ela ganhe. Estou sempre na torcida, ainda mais por personagens tão parecidos comigo.

4) Natalie Portman por Jackie

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Filme escrito por Noah Oppenheim e dirigido por Pablo Larraín.

Sinopse: Como Jackie Kennedy, Natalie Portman retrata a primeira dama aflita e bastante reclusa com assuntos pessoais, que procura garantir o legado de seu falecido marido – e o seu próprio – após o assassinato deste.

Ao assistir 30 segundos de uma entrevista com a verdadeira Jackie Kennedy fiquei pasma com tamanha semelhança à Jackie da Natalie Portman. É impressionante como os trejeitos e o modo delicado de falar estão parecidos.

Sendo bem sincera, não fui fã do filme, pois a protagonista é silenciada o tempo todo e por mais que ela tente fazer uma homenagem ao marido assassinado, parece que todos querem se livrar dela, inclusive o diretor do filme. Esperei uma história mais cativante e emocionante, porém, fiquei a ver navios*.

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Jacqueline Kennedy e Natalie Portman.

Entretanto, Natalie está maravilhosa no papel, inclusive, até mesmo o jeito de rir está parecido com o de Jackie Kennedy. Apesar de achar que o roteirista e diretor pecaram feio na trama, em dar pouca margem ao desenvolvimento da história e da personagem, a atriz entrou por completo na vida de sua personagem e deu um show de interpretação.

Assim, acredito que Portman teve a melhor performance no filme, não sendo à toa sua nomeação. Não ficarei surpresa caso ela ganhe, porém, acredito que ela não esteja entre as favoritas deste ano.

5) Meryl Streep por Florence: Quem é essa mulher?

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Roteiro de Nicholas Martin e direção de Stephen Frears.

Sinopse: Meryl Streep interpreta Florence Foster Jenkins, uma herdeira rica cujo entusiasmo por cantar é tão nítido que – apesar de sua falta de talento – ela decide dar um concerto no Carnegie Hall.

Gente, vamos ser sinceros?

Todas as premiações cinematográficas deveriam ter a categoria Prêmio Meryl Streep. Convenhamos que essa mulher é maravilhosa e sempre surpreende, então, seria mais fácil ter um prêmio exclusivo pra ela, pois faria todo o sentido.

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Meryl Streep poderia interpretar o Batman e ser a melhor escolha. Ela é perfeição!
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Meryl concorda.

Quando ouvi falar do longa não dei muito atenção pra sinopse, mas, claro, como tinha Meryl, animei de assistir. A partir disso, mudei completamente minha visão sobre o projeto, pois me diverti muito com a trama e, principalmente, com Meryl, que dá um show de “horrores” ao cantar mal e desafinar, assim como a verdadeira Florence.

O filme é baseado numa fantástica história real, em que nos deparamos com a força de vontade de Florence, uma mulher apaixonada pela música. Mesmo sem ser apoiada pelas pessoas, com exceção do seu segundo marido, St Clair Bayfield (Hugh Grant), a protagonista está decidida a cantar profissionalmente e o faz, conquistando muitos fãs em New York.

É impossível ver o filme sem rir e chorar com Meryl no papel de Florence. A protagonista não canta bem, mas ela sonha tanto com isso, que você torce junto dela, para que ela realize seu maior sonho. Ademais, este longa só comprova que Meryl é um furacão! Ela pode interpretar uma máquinha de café quebrada e concorrer ao Oscar, porque ela provavelmente estará maravilhosa e não foi diferente com Florence.

Assim, acredito que a atriz não levará o prêmio, até porque, senhoras e senhores, ela não precisa, mas, a indicação fez muito sentido, visto que este personagem foge de tudo o que ela já interpretou e Meryl transborda talento (ou “falta” de talento) com a personagem.

BÔNUS DO DIA

Como eu não poderia deixar de entrar no “bolão 2017”, eis minhas previsões do OSCAR.

  1. Quem eu acho que irá ganhar: Isabelle Huppert ou Emma Stone.
  2. Quem eu gostaria que ganhasse: Ruth Negga.

E vocês, quais suas apostas no bolão do Oscar 2017 e para quem estão torcendo?

*Sinopse: no caso, todas as sinopses descritas seguem a linha narrativa da personagem principal.

*Fiquei a ver navios: é uma expressão popular da língua portuguesa que significa ser enganado, ludibriado, ver suas expectativas serem frustradas e ficar desiludido.

BIBLIOGRAFIA:

IMDB. Elle. 2016.Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt3716530/&gt;. Acesso em: 31 de jan. 2017.

IMDB. Florence: Quem é essa mulher? 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt4136084/?ref_=nv_sr_1&gt;. Acesso em: 31 de jan. 2017.

IMDB. Jackie. 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt1619029/?ref_=fn_al_tt_1&gt;. Acesso em: 31 de jan. 2017.

IMDB. La La Land. 2016. Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt3783958/?ref_=nv_sr_1&gt;. Acesso em: 31 de jan. 2017.

IMDB. Loving. 2016.Disponível em: <http://www.imdb.com/title/tt4669986/?ref_=fn_al_tt_1&gt;. Acesso em: 31 de jan. 2017.

THE OSCARS. Best Actress Nominations 2017 Oscars. 2017. Disponível em: <http://oscar.go.com/news/nominations/best-actress-nominations-2017-oscars&gt;. Acesso em: 31 de jan. 2017.

Oscar 2017: os recordes como um passo para a Diversidade

Quem acompanha, anualmente, a premiação do Oscar deve-se lembrar de que, no ano passado, ocorreu uma grande revolta por parte de famosos e do público devido às indicações.

No ano de 2016, somente atores, atrizes e diretores brancos foram indicados nestas categorias, o que foi suficiente para mostrar a falta de diversidade fora e dentro das telas. Com isso, muitas pessoas do mercado audiovisual americano, assim como os fãs, utilizaram a hashtag #OscarSoWhite, como forma de protesto, além de que alguns famosos se recusaram a comparecer na premiação.

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Esses foram os artistas indicados nas categorias de Melhor Ator e Atriz e Melhor Ator e Atriz Coadjuvante em 2016.

Apesar das divergentes opiniões sobre o assunto, eu acredito que esse movimento foi de extrema importância para questionar a supremacia branca no maior prêmio cinematográfico de Hollywood.

Por meio dessa polêmica, a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas*Cheryl Boone Isaacs, primeira mulher negra a assumir o cargo, disse, ainda no ano de 2016, que “o conselho iria se comprometer a duplicar o número de mulheres e membros diversos da Academia até 2020”. Desde então, eles começaram a convidar novos membros, como por exemplo, a diretora brasileira Anna Muylaert.

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Cheryl Boone Isaacs, primeira mulher negra presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Com isso em mente, aproveitando que a lista dos indicados foi divulgada nessa semana, no dia 24/01, farei uma breve análise sobre os recordes deste ano, mas também mostrarei que ainda falta muito para alcançarmos a igualdade e diversidade necessária neste meio.

1) Pontos Positivos:

Em primeiro lugar, vamos falar da Diva Viola Davis, que teve sua terceira nomeação, como Melhor Atriz Coadjuvante, pelo filme Cercas (2016). A atriz já havia concorrido por Dúvida (2008) e Histórias Cruzadas (2011) e, assim, se tornou a primeira atriz negra a receber três indicações ao Oscar.

Além disso, é a primeira vez na história em que três atrizes negras concorrem na mesma categoria (Melhor Atriz Coadjuvante) no Oscar do mesmo ano. As indicadas são: Viola Davis (Cercas), Naomie Harris (Moonlight: Sobre a Luz do Luar) e Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo).

Em segundo, vem a indicação da maravilhosa Meryl Streep, que quebrou o seu próprio recorde, recebendo sua vigésima nomeação. Ela concorre como Melhor Atriz pelo filme Florence Foster Jenkins (2016) e, de quebra, fez um discurso lindo ao receber o prêmio Cecil B. DeMille* no Globo de Ouro 2017.

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Você é maravilhosa, Meryl!
Em terceiro lugar e, uma das mais lindas nomeações, foi a da montadora americana, Joi McMillon, na categoria de Melhor Edição, pelo filme Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016), conquistando o posto de primeira mulher negra a concorrer como Melhor Editora. No site do mulhernocinema.com é possível saber um pouco mais sobre a carreira de Joi, no texto “Joi McMillon é a primeira mulher negra indicada ao Oscar de edição” e, como esta, mesmo com todas as dificuldades, conquistou seu espaço na sétima arte.

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Joi McMillon e Nat Sanders, também Editor do Filme.
Em quarto, temos a indicação de Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan, por Melhor Edição de Som, sendo o primeiro time indicado nesta categoria, composto só por mulheres. Elas concorrem pelo musical La La Land (2016).

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Cartaz do filme.
Ademais, ainda temos o recorde do ator Denzel Washington, que foi nomeado pela sétima vez, pelo filme Cercas (2016), também quebrando o seu próprio recorde de nomeações para um ator negro. Assim, contando todas os indicados na categoria de ator e atriz, protagonista e coadjuvante, essa é a primeira vez na história em que seis atores negros concorrem nestas categorias, no mesmo ano. Junto de Denzel, temos as atrizes, já citadas, Viola, Octavia e Naomie, além de Ruth Negga por Melhor Atriz (Loving) e Mahershala Ali por Melhor Ator Coadjuvante (Moonlight: Sobre a Luz do Luar).

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Ostavia Spencer, Ava Duvernay, Viola Davis, Naomie Harris, Ruth Neggas (Imagem retirada do Google Imagens).

2) Pontos Negativos:

Após mencionar esses recordes maravilhosos, está na hora de falarmos dos equívocos. Mesmo com esse pequeno passo a diversidade, não podemos deixar de notar que NENHUMA mulher foi nomeada como Melhor Diretora, sendo que já estamos na 89ª edição do Oscar e, no total, apenas quatro mulheres foram nomeadas nesta categoria ao longo de oitenta e nove anos, sendo Kathryn Bigelow a única vencedora, pelo filme Guerra ao Terror (2008).

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Kathryn Bigelow no Oscar 2010.
Além disso, entre os nomeados de melhor roteiro original e adaptado, apenas Allison Schroeder encabeça o time das mulheres, com o longa-metragem Estrelas Além do Tempo (2016). Se continuarmos, as únicas áreas em que mulheres costumam ser nomeadas são: Melhor Produção, Direção de Arte, Figurino e Maquiagem. No entanto, nas categorias  dos prêmios mais badalados, quase não existem mulheres concorrendo e, infelizmente, isso só corrobora o fato de que são poucas as que conseguem visibilidade e oportunidade nesse mercado de trabalho.

Como questiona Mary McNamara no texto “Oscar não tão branco, mas ainda muito masculino” no site do Los Angeles Times: Is it time for #OscarsSoMale? (Estaria na hora de um #OscarMuitoMasculino?).

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Alisson Schroeder, co-roteirista de Estrelas Além do Tempo, única mulher nomeada na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.
Por fim, não posso deixar de mencionar a pior indicação deste ano. Casey Affleck, irmão de Ben Affleck, foi nomeado pelo filme Manchester a Beira Mar (2016), inclusive ganhou o Globo de Ouro 2017 por este trabalho, mesmo sendo acusado de assédio, por mais de uma mulher que trabalhou com ele no set de filmagem.

Por quê precisamos falar sobre isso?

Infelizmente, muitas pessoas reproduzem a ideia de que não devemos associar a carreira do ator com sua vida pessoal, mas, particularmente, eu acho isso um erro. No momento em que homens como Casey Affleck, Jonnhy Depp e Bernardo Bertolluci, por exemplo, são acusados de assédio, violência doméstica e estupro, respectivamente, e não são punidos, pelo contrário, são premiados e glorificados pelo talento e geniliadade, dá a entender que homens como eles estão acima da lei e podem fazer o que bem quiserem, com quem quiserem.

A atriz Constance Wu, que interpreta Jessica Huang na série Fresh Off the Boat, foi uma das famosas que mencionou o caso em público, dizendo “Eu fui aconselhada a não falar sobre isso em público para preservar minha carreira. Sendo assim, dane-se minha carreira, pois eu sou mulher e humana em primeiro lugar.”(Tradução Livre).

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Sim Constance, você está certíssima em falar do assunto em público.
Ela continua no Twitter “Homens que assediam sexualmente as mulheres para o OSCAR! Porque boas performances valem mais do que humanidade, do que a integridade humana!” e “Meninos! Resolvam seus problemas fora dos tribunais! É só ser um bom ator, isso é tudo que importa! Porque arte não é sobre humanidade, certo?”

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Tweets da atriz Constance Wu.
Essa fala é importante, ainda mais vindo de alguém com visibilidade, pois nos faz questionar o porquê nossa sociedade protege esses artistas, quando, na verdade, ela devia denunciar e puni-los por seus crimes. Inclusive, como o BuzzFeed americano mostrou no post “As pessoas estão agradecendo Constance Wu por falar em público contra a nomeação ao Oscar de Casey Affleck”muitas pessoas parabenizaram a atriz e a apoiaram na causa, mostrando que o público não vai mais aceitar que esses casos passem impunes.

Para uma melhor reflexão sobre o assunto, eu recomendo o texto da Rebeca Puig “POR QUE É TÃO FÁCIL PERDOAR O GÊNIO MASCULINO MESMO QUANDO ELE É UM CRIMINOSO CONDENADO?”, do site collantsemdecote.com.br, que fala muito bem sobre a razão pela qual não devemos velar os crimes destes homens: Eu sei que esse é um assunto polêmico, mas se a gente não discute esse tipo de assunto então continuamos para sempre nessa repetição de padrão. Chega de passar a mão na cabeça, chega de panos quentes e chega de tapinhas nas costas. Chega de escolher o lado do agressor.”

Sendo assim, apesar das conquistas no Oscar 2017, ainda são necessárias muitas mudanças para que a diversidade seja algo comum na maior indústria cinematográfica que existe. Enquanto isso, torcemos por Violas, Meryls, Kathryns e McMillons e aguardamos mais e mais representatividade, dentro e fora das telas.

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Cartaz do filme Estrelas Além do Tempo, obra que prova o quão importante é a diversidade e representatividade, já que aprendemos quem são “As mulheres que ninguém conhece, por trás da missão que todos conhecem”.
*Academia de Artes e Ciências Cinematográficas: nome oficial do Oscar, que é o mais importante e prestigiado prêmio do cinema mundial.

*Cecil B. DeMille: é um prêmio dado anualmente pela Hollywood Foreign Press Association, na cerimônia do Globo de Ouro, para todos aqueles com contribuições relevantes para o mundo do entretenimento.

BIBLIOGRAFIA:

CHO, Kassy. People Are Thanking Constance Wu For Speaking Out Against Casey Affleck’s Oscar Nomination. 2017. Disponível em: <https://www.buzzfeed.com/kassycho/people-are-thanking-constance-wu-for-speaking-out-against-ca?utm_term=.rkpRzPkDG#.yxB1DP0XE&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

DEARO, Guilherme. 10 recordes quebrados nas nomeações do Oscar 2017.2017.Disponível em: <http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/10-recordes-quebrados-nas-nomeacoes-do-oscar-2017/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

GENESTRETI, Guilerme. Academia do Oscar convida Anna Muylaert e outros brasileiros. 2016. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/06/1787051-academia-do-oscar-convida-anna-muylaert-e-outros-brasileiros.shtml&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

GLOBO,O. Oscar muda drasticamente suas regras para promover a diversidade. 2016.  Disponível em: <http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/oscar-muda-drasticamente-suas-regras-para-promover-diversidade-18525821&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

MCNAMARA, Mary. Oscars not so white, but still very male. 2017. Disponível em: <http://www.latimes.com/entertainment/la-et-oscar-nominations-2017-live-oscars-not-so-white-but-still-very-1485275087-htmlstory.html&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

PÉCORA, Luísa. Joi McMillon é a primeira mulher negra indicada ao Oscar de edição. 2017. Disponível em: <http://mulhernocinema.com/noticias/joi-mcmillon-e-a-primeira-mulher-negra-indicada-ao-oscar-de-edicao/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

PÉCORA, Luísa. Veja todas as mulheres indicadas ao Oscar 2017. 2017. Disponível em: <http://mulhernocinema.com/noticias/veja-todas-as-mulheres-indicadas-ao-oscar-2017/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.

PUIG, Rebeca. POR QUE É TÃO FÁCIL PERDOAR O GÊNIO MASCULINO MESMO QUANDO ELE É UM CRIMINOSO CONDENADO?. 2016. Disponível em:<http://collantsemdecote.com.br/por-que-e-tao-facil-perdoar-o-genio-masculino-mesmo-quando-ele-e-um-pedofilo-condenado/&gt;. Acesso em: 25 de jan. 2017.