Minhas apostas para o Oscar 2018 de Melhor Filme

Consegui, finalmente, assistir a todos os títulos indicados à categoria de Melhor Filme do Oscar. (Pela primeira vez na vida! Ufa!) Então decidi fazer – ainda há tempo – uma análise geral das obras que estão concorrendo em 2018.

Melhor Filme

O que eu quero que ganhe: Me Chame Pelo Seu Nome

Me Chame Pelo Seu Nome (Também está concorrendo a: Melhor Ator – Timothée Chalamet, Melhor Roteiro Adaptado, e Melhor Canção Original – “Mystery of love” de Sufjan Stevens)

Esse filme merece levar o Oscar por causa da sua história, atuações e local onde é gravado. Falo mais sobre esses fatores em uma resenha. Você pode lê-la clicando aqui. E ainda considero sua trilha sonora como um bônus que torna a adaptação desse livro homônimo maravilhoso ainda mais incrível e apaixonante! Além de assistir ao filme, recomendo ler o livro. É uma das histórias imperdíveis, que nós temos que encarar em algum momento da vida.

O que amei e acharia justo se ganhasse: Corra!

Corra! (Também concorre às categorias de: Melhor Direção – Jordan Peele, Melhor Ator – Daniel Kaluuya, Melhor Roteiro Original)

Não sou uma pessoa ligada a filmes de terror, mas esse título que deixou plugada na tela do início ao fim. É assustador, mas não de uma forma que te dá sustos horripilantes ao longo do filme. É assustador de uma forma real. Não sei o que é sofrer racismo na pele, mas Corra! conseguiu passar o sentimento de como é estar em meio a um grupo de pessoas racistas que agem como se não o fossem. Há comentários “sutis” porém bizarros que nos deixam intrigados enquanto aguardamos os próximos acontecimentos e tentamos entender o que está acontecendo na casa daquela família peculiar. Apesar de não ter sido meu predileto, eu amei esse indicado e, se vencer, considero com prêmio muito merecido!

O que recomendo a todos assistirem: Lady Bird – A Hora de Voar

Lady Bird – A Hora de Voar (Melhor Direção –Greta Gerwig, Melhor Atriz –Saoirse Ronan, Melhor Atriz Coadjuvante – Laurie Metcalf, Melhor Roteiro Original)

Gostei desse. Se eu fosse o bonequinho do jornal O Globo, estaria aplaudindo sentada a esse filme. A história é muito boa e, caso não vença Melhor Filme, torço para que leve Melhor Roteiro Original. A construção dos diálogos e maneiras de mostrar os sentimentos dos personagens são duas coisas que funcionaram muito bem juntas. Claro que as atuações contribuíram bastante para isso. Mesmo assim, não espero que a estatueta pare na mão de Saoirse Ronan. Laurie Metcalf, a atriz que fez o papel da mãe da personagem dela, porém, é capaz de ser considerada a Melhor Atriz Coadjuvante. Ela fez uma mãe firme, séria e severa, mas frágil em seu íntimo. A cena em que ela e a filha olham casas de ricos à venda é de partir o coração. Ali ficou evidente o quanto as duas são parecidas e de onde vieram os sonhos irreais de Christine McPherson.

O que reforça a paixão pela carreira: The Post – A Guerra Secreta

The Post – A Guerra Secreta (Melhor Atriz – Meryl Streep)

The Post foi uma história maravilhosa para reafirmar a paixão pelo jornalismo, ainda que não tenha chegado aos pés de Spotlight. Meryl Streep e Tom Hanks formaram uma dupla e tanto! O desenrolar dos fatos é interessante, e a gritante diferença entre homens e mulheres na década de 1970, fundamental de ser evidenciada.

Filmes “dobradinha”

O Destino de Uma Nação e Dunkirk se complementam primorosamente. Ambos contam a história do salvamento das Forças Armadas britânicas presas em Dunquerque, na França, durante o avanço dos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Enquanto o primeiro mostra o desenrolar da política a partir da posse de Winston Churchill como primeiro-ministro do Reino Unido, o segundo mostra os soldados em meio à batalha da sobrevivência na praia no Norte da França.

O Destino de Uma Nação (Mehor Ator – Gary Oldman, Melhor Fotografia – Bruno Delbonnel, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Design de Produção).

Dunkirk (Melhor Direção – Christopher Nolan, Melhor Fotografia – Hoyte van Hoytema, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Design de Produção, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original)

O superestimado, mas que gostei: A Forma da Água

Tomado como favorito entre os críticos de cinema, A Forma da Água não atingiu minhas expectativas. Não digo que é ruim, só não gostei tanto quanto esperava. É bonito e é bom para se distrair. A atuação de Sally Hawkins está excelente, mas Michael Shannon ficou péssimo. O vilão que ele interpretou ficou muito forçado, ele pesou na mão, como quando um cozinheiro erra na receita e o prato não fica como deveria. Ele me cansou. A fantasia do filme não me convenceu tão bem, assim como a história de amor entre a moça e a criatura marítima. No entanto, as cenas entre eles ficaram interessantes, assim como as cenas em que o casal recebe apoio de personagens inesperados.

A Forma da Água (Melhor Direção – Guillermo del Toro, Melhor Atriz – Sally Hawkins, Melhor Ator Coadjuvante – Richard Jenkins, Melhor Atriz Coadjuvante – Octavia Spencer, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Design de Produção, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original – Alexandre Desplat)

Os dois que se vencerem, vou considerar um desperdício de Oscar

Embora as atuações em Três Anúncios Para Um Crime estejam incríveis e os atores mereçam as indicações, o filme em si não é tão bom assim para um prêmio de Melhor Filme. A história é exagerada demais. Algumas cenas simplesmente não fizeram sentido e não ficou parecendo ser uma ironia como o filme argentino Relatos Selvagens. Pelo contrário, me deu a impressão de seriedade, só que de um jeito inverossímil.

Três Anúncios Para um Crime (Melhor Atriz – Frances McDormand, Melhor Ator Coadjuvante – Woody Harrelson / Sam Rockwell, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original)

Finalmente, entre todos os indicados, Trama Fantasma é o mais fraco, para mim. O personagem principal é tão insuportável que chegou um momento do filme que eu não aguentava mais e fiquei me perguntando por que aquela mulher, interpretada por Vicky Krieps, não simplesmente ia embora??? Ficava com vontade de ela construir sua própria história em vez de se diminuir para um homem horroroso que não dava a menor para ela e para ninguém, só pensava nele próprio. Os vestidos, porém, de fato são lindos e acho que entre as indicações, seria justo Trama Fantasma vencer Melhor Figurino. (O que de fato aconteceu!)

Trama Fantasma (Melhor Direção – Paul Thomas Anderson, Melhor Ator – Daniel Day Lewis, Melhor Atriz Coadjuvante – Lesley Manville, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora Original – Jonny Greenwood)

 

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