A violência à mulher no mundo pop como reflexo da realidade de 1/3 das mulheres

A data 25 de novembro foi escolhida pela ONU, em 1999, para ser lembrada como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A instituição estima que uma a cada três mulheres tenha sido violentada seja por abuso sexual ou agressão física em geral. A maior parte desses casos ocorre pelas mãos do próprio parceiro da vítima. E ainda há os casos de mutilação genital e casamento infantil. 

No último post, comentei sobre a relação que existe entre a ficção e a realidade. As histórias ficcionais refletem, de certa forma, o espírito do tempo em que são escritas. 

Com isso, selecionei algumas histórias da ficção que mostram a violência à mulher. 

Arlequina e Coringa

A Doutora Harleen Quinzel tornou-se a palhaçada do crime quando foi mentalmente abusada pelo Coringa. Ao invés de ser devidamente tratado no hospital psiquiátrico, o vilão lhe roubou a sanidade, aproveitando-se da faísca de obsessão que começava a brotar na Dra. Quinzel. 


Nos quadrinhos, a Arlequina distanciou-se dessa relação doentia e, como par romântico, a Hera aparece de vez em quando, como um relacionamento mais construtivo e não destrutivo. 

Assim como a Arlequina, outras tantas mulheres não enxergam a pessoa com a qual se relacionam e isso causa males psicológicos profundos. Por mais que elas não tenham duas cores de cabelo ou andem com roupa de palhaça, mesmo assim suas mentes ficam perturbadas pela violência psicológica a que são submetidas. 

Empodere-se.

As Vantagens de Ser Invisível

Esse é meu livro favorito e gosto muito da adaptação feita para o cinema. A violência contra a mulher nesse caso aparece em diferentes situações e com diferentes personagens. 

Quando eu tinha 15 anos, comecei a ler esse livro. No entanto, uma parte me chocou tanto que eu não consegui continuar. Parei de ler, coloquei o livro junto com outros que iam pra doação é só voltei a ouvir falar dele quando veio o filme. O mais estranho é que nesse momento eu não me lembrada do livro. Eu comprei novamente porque havia visto o filme e amado. 


Quando li pela segunda vez, reconheci ao chegar na parte em questão que havia me chocado. O Charlie estava sozinho em um quarto enquanto acontecia uma festa na casa. Um casal entrou e o rapaz abusou da menina que estava bêbada. Ele a forçou a fazer sexo oral. Essa cena não existe no filme. Talvez fosse ficar muito pesado. Não sei. 

Boa parte das personagens importantes na vida de Charlie, sua falecia tia, sua irmã e sua amiga (Sam, interpretada por Emma Watson), sofrem violência. 

A tia apanhava dos namorados e reproduzia em forma de abuso sexual essa violência no próprio Charlie quando criança. 

A irmã recebeu um tapa do namorado durante uma discussão. Ela também engravidou e abortou. 

Sam foi abusada pelo chefe do pai quando tinha 11 anos. (Na versão do filme pelo menos. No livro, não me lembro se esses são os detalhes). Ela também sentia que os caras com quem se envolvia não a tratavam bem. 

“Por que eu e todas as pessoas que amo escolhem pessoas que nos tratam como se não fossemos nada?” – Sam

Charlie sente essas dores intensamente. Ele tem empatia. Como disse Patrick, ele vê coisas e entende. Ele é um wallflower

Homens, apoiem as mulheres na luta contra a violência.

Há uma série de outros filmes, séries e livros sobre os quais eu poderia falar aqui, como Sucker Punch, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Garota No Trem, e por aí vai. O ponto é que: seja ficção ou não, essas histórias trazem poderosas mensagens sobre o que está errado. É a partir daí que tomamos a frente para impedir que esse mal se alastre. 

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