Tal série tal vida

O tão aguardado dia chegou! Falta pouco para Gilmore Girls estar no ar na Netflix para quem quiser matar as saudades de Stars Hollow e nossos habitantes favoritos.

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Eu comecei a assistir a série em 2010, alguns anos depois que ela terminou de ser produzida. Mas como desconhecia o final, tudo pra mim era novidade.

E eu amei logo de cara. Me identifiquei super com a Rory e sua obsessão por livros. Já em outros tantos pontos, eu me sentia a própria Lorelai. (E quem nunca se sentiu a Emily de vez em quando, não é mesmo?)

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Bastou um olhar…

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E uma saída maravilhosa

A série encanta não só porque a cidade é apaixonante, as músicas excelentes e as referências sensacionais. Mas porque aquela vida pode ser a vida de todos nós.

Sem contar o seu maravilhoso storytelling feminino. As mulheres têm personalidade, voz, autonomia e são auto-suficientes. Isso para dizer o mínimo. Cada uma delas demonstra a força que tem por meio das suas atitudes. Os relacionamentos amorosos fazem parte da vida, mas não as completam. Apenas são um adicional de pessoas que tiveram importância proporcional em momentos específicos.

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(Quase me esqueci que tinha uma personagem com meu nome). Na cena acima, Louise pergunta para a Rory: “E o que aconteceu com aquele seu namorado?”

Estava pensando nessa semana sobre o quanto a ficção é capaz de influenciar a vida de quem está aqui deste lado. O lado da realidade. E comecei a planejar o meu próximo vídeo no canal. (Se você não assistiu ao primeiro, pode conferir aqui).

Gilmore Girls é uma daquelas histórias que foram mais do que entretenimento pra mim. Ela provocou mudanças reais na minha vida e, por isso, a considero para além da ficção. Foi como se eu fizesse parte dela como uma personagem, e aqueles personagens também fizessem parte da minha vida.

CALMA. Eu não estou viajando. Já vou explicar. Em 2010, eu estudava engenharia química. Ou seja, estava em uma faculdade que não tinha absolutamente nada a ver comigo. Mas eu permaneci naquela ficção até cair a ficha de que algo estava errado.

Eu estava na sexta temporada (por favor, me corrijam se eu estiver errada) que foi quando a Rory desistiu de Yale e deu alok.

Cara, sério. Aquilo pra mim foi tipo: eu também posso mudar se estiver infeliz.

Os primeiros sintomas de uma depressão que eclodiu anos depois (mais precisamente em 2015) começaram a despertar. Mas Gilmore Girls me mostrou que eu estava vivendo uma ficção, ok, mais pra um pesadelo, em um curso que não gostava para seguir uma profissão na qual não tinha interesse. Simplesmente aquilo não era eu.

Os episódios da série passaram a ser mais reais para mim do que a própria “realidade” que me cercava!

Eu me identifiquei tanto com a vocação dela pro jornalismo que, em um determinado momento, tive certeza de quem eu era.

É engraçado pensar isso porque eu me senti jornalista a partir dessa percepção, meses antes de entrar na ESPM e, com isso, anos antes de me formar.

Determinados acontecimentos da série se espelhavam com o que eu vivia, ou ao menos era essa a forma como eu queria enxergar.

Eu amei quando o Jess reapareceu e disse: “essa não é você!” Aquilo também deixou muito evidente o quanto o tempo permite com que nossas escolhas façam de nós quem somos.
Rory precisou daquele tempo tanto quanto eu precisei de um tempo. E você também, provavelmente, em algum momento, precisou.

Por isso estou tão animada para ver os novos episódios! O quanto será que mudou nas vidas dos nossos queridos e amados personagens? Que escolhas eles tomaram?

A ansiedade está batendo forte, mas em breve vamos estar todos falando rápido juntos com as Gilmore Girls. Antes, só preciso tomar um café. Me acompanha?

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